Beyoncé vai de clássicos de 1994 a novos territórios de rap e afrobeat em dois discos da trilha de ‘Rei Leão’
23/07/2019 02:49 em Música

O primeiro é mais tradicional e fofinho; o segundo tem mais aventuras realistas pela selva. O assunto é "Rei Leão", mas as duas obras em questão não são os filmes, e sim os dois discos lançados em 2019 com a marca da nova produção da Disney.

 

Como é o primeiro disco?

 

Na sexta-feira passada, dia 12, saiu a trilha convencional. A base do álbum são as músicas são do filme antigo mesmo, como "Hakuna matata", mas cantadas pelo novo elenco - inclusive Beyoncé, dubladora da leoa Nala.

As novidades da primeira trilha são apenas "Spirit", de Beyoncé, e uma música de Elton John, "Never too late" - ambas já na corrida pelo próximo Oscar.

"Spirit" começa com versos em swahili, uma língua do leste da África. Entre batuques tribais e o transe do gospel, ela chega a um refrão maravilhoso cheio de curvas melódicas.

 

E o segundo?

 

Agora sai “The Gift”, disco com produção e curadoria da Beyoncé, com várias faixas inéditas intercaladas com falas do filme. A Beyoncé chamou de “cinema sonoro”. Tem também Pharrell, Kendrick Lamar e músicos e produtores africanos.

Na faixa “Mood 4 Eva”, com Jay Z e Childish Gambino acontece muita coisa: de batuque de afrobeat a sirene de boate. É uma música densa, como uma vegetação de floresta com várias camadas.

 

Jay Z atua no setor urbano com rap old school e o Childish Gambino faz a parte florestal, com violão e tambor africano. Beyoncé no meio jogando o copo para o alto em um refrão festivo.

Tem citação a Prince, Nas e Notorious B.I.G., e também a reis e deuses africanos. O disco tem essa cara de Rei Leão modernizado, um Simba antenado.

 

 

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